01 agosto 2011

Changes - Ozzy

I feel unhappy, I feel so sad
I've lost the best friend, that I ever had
She was my woman, I love her so
But it's too late now, I've let her go

I'm going through changes
I'm going through changes

We shared the years, we shared each day
In love together, we found a way
But soon the world, had its evil way
My heart was blinded, love went astray

I'm going through changes
I'm going through changes

It took so long, to realize
And I can still hear her last goodbyes
Now all my days, are filled with tears
Wish I could go back, and change these years

I'm going through changes
I'm going through changes

07 junho 2011

Dimming Of The day - David Gilmour

This old house is falling down around my ears
I'm drowning in a river of my tears
When all my will is gone you hold me this way
I need you at the dimming of the day

You pull me like the moon pulls on the tide
You know just where I keep my better side

What days´ve come to keep us far apart
A broken promise or a broken heart
Now all the bonnie birds have wheeled away
I need you at the dimming of the day

Come the night you're only what I want
Come the night you could be my confident

I see you on the street in company
Why don't you come and ease your mind with me
I'm living for the night we steal away
I need you at the dimming of the day
I need you at the dimming of the day

22 dezembro 2010

Jogo rápido - O que o Natal nos proporciona

Eu queria postar alguma coisa aqui. Então vou postar isto.

19 maio 2009

N96 Review

Há muito não posto nada aqui sobre tecnologia. Percebo que a cada dia fico mais esquisito. Bem, como o objetivo é postar algo sobre o N96, então let's go:

- Minha compra mais recente foi um Nokia N96 que foi obviamente importado (os preços no Brasil são impraticáveis) da Itália.
- Foi uma surpresa. Eu fui passar um final de semana na casa da minha mãe no interior do estado mineiro e quando lá cheguei, ela me disse: "Meu filho, tem um moço que conheci recém chegado da Itália e que está com um aparelho que acho que você vai se interessar.
- Bem, logo tratei de ligar para o tal "moço" e pedi para que ele me fizesse uma visita com seu aparelho.
- Claro que antes dele chegar lá, pesquisei em tudo quanto é canto. Li comentários, notas, avaliações e afins.
- É óbvio que depois de umas 2 horas de "pesquisa" na internet achei material que me criasse interesse pelo tal celular.
- Então, depois dele ter chegado a minha casa e uma hora de negociação de valores e forma de pagamento o negócio foi fechado.

- Então, vamos ao Review:

- O aparelho tem as seguintes dimensões: 103 X 55 X 18 mm (um dedo mais comprido que um maço de cigarros). Logo, se você deseja um aparelho pequeno, esqueça. Este não é o que você procura. Mas se tem vontade de parar de fumar, com o que economizaria em um ano sem cigarro, você compra o aparelho e substitui o maço de cigarros por ele e está tudo certo.
- Pesa apenas 125 g. Também não é um aparelho leve, mas para um smartphone está dentro do esperado.
- A caixa vem: Uma bateria extra, cd's de instalação, cabo USB, carregador veicular (acreditem, já até precisei usar), cabo de saída de vídeo, fones de ouvido e um "extensor" de funcionalidades básicas do aparelho. Nem precisa dizer que veio o carregador de parede e manuais né?
- Quando tirei o aparelho da caixa me surpreendi. Ele é muito mais bonito e bem desenhado do que eu imaginava. Não há "quinas" no aparelho. Todos os cantos são arredondados. Então, o visual já me deixou perplexo.
- Liguei o aparelho: tudo em português de Portugal (aliás, deveríamos instituir que português é de Portugal e que brasileiro é o idioma do Brasil) mas tudo bem, porque se eu ficasse com ele, ou trocaria o product code para atualizar firmware para a versão "tupiniquim" do aparelho.
- Beleza, depois de ligado, vejo a tela! Meu Deus que tela grande. Aí, como sou usuário de SmartPhone com Windows Mobile e Touch Screen, meti o dedão! Puxa, esta foi uma coisa complexa de aceitar. Depois de tantos anos usando sistemas com telas sensíveis ao toque, voltaria a utilizar um sistema com o teclado básico de celular.
- Continuemos então... o slide ah o slide! Puxa, que coisa linda de se ver. O aparelho simplesmente "escorrega" pelos dedos. Muito confortável. Só uma coisa contra: Não há lugar para apoiar o dedo, logo ou você apoia na parte inferior ou mete o dedão na dela e suja tudo com gordura. Grande parte do tempo eu prefiro a primeira opção embora às vezes acabo fazendo a segunda.
- Agora vamos ao software! Que incrível. Em instantes eu parei de pensar como usuário MS e passei a usuário Symbian OS (este é o sistema operacional dele, na versão 9.3) afinal de contas, isto é um celular. Quer um computador pequeno, compra um NETBOOK (que aliás eu tenho e depois escrevo sobre ele)
- Caramba! Que legal os softwares. Entrei nos sites normais e não tive problemas. Configurei meu e-mail, msn e tudo mais.
- Descobri que há vida depois de Windows Mobile.
- Voltando ao foco deste post... Me atrapalhei um pouco até me habituar a não tocar na tela. Mas depois de tantos botões extras que sem o teclado numérico, são 19 (que eu fiz questão de contar 2 vezes) acabei pegando o jeito.
- O software... Quanta opção. Mapas, Gravadores de voz, Music Player, Camera Fotográfica de 5 e tantos mega pixels (ainda não sei pra quê existem cameras com mais, afinal há quantas pessoas no mundo que imprimem fotos e tamanhos superiores a um A4 e com definição de BlueRay?)
- O que me surpreendeu mesmo foi usar os mapas. Depois que eu comprei o aparelho e atualizei o firmware, adquiri uma licença de 90 dias do Nokia Maps. Pagos com sabor de vitória. Alguém pode me questionar porque eu paguei por um software que eu poderia "obter genérico"? A resposta é simples: porque o genérico é o EXCELENTE Google Maps e não sou muito fã da pirataria de software. Bem, WHATEVER se você vai piratear ou não os programas do seu aparelho... não me pergunte como porque optei por pagar por eles.
- Caramba, voltando aos mapas, depois que eu baixei o mapa do Brasil e obtive a licença... não acreditei que trabalhava a 3,7 KM do meu lado da cama no quarto.
- Foi muito legal. Fiz os testes, ele não me colocou em frias. Só o sinal do GPS que demorou um pouco para aparecer. Mas como eu ligo antes de entrar no carro, quando estou saindo na garagem já vem a voz: "Vire a direita"
- Do recurso 3G (HSDPA 3,6Mbps) eu só utilizei a conexão de dados. Não fiz chamadinhas com vídeo porque no geral é totalmente desnecessário. A WEBCAM já é inútil, imagine conversar por vídeo. É uma questão de opinião. Então, do que eu testei no aparelho com relação ao 3G foi a conexão, que aliás, foi superior ao meu MODEM 3G (tenho um da VIVO).
- Agora o grande final: Incríveis 16GB de armazenamento! Com o perdão da palavra, puta que o pariu! Estou há uns 30 minutos escrevendo este post e escutei umas 6 a 8 músicas. Isto quer dizer que pra eu encher 50% deste armazenamento, precisaria de umas 1200 músicas, se fizer a progressão vai ver quanto tempo ouvindo músicas você terá (só um adendo: as baterias sempre acabam antes que o repertório).
- Alguém me disse que é para gravar vídeos. Também, com o processador DUAL ARM (será que é tipo o DUAL CORE??) de 264 MHZ dá pra gravar vídeos com resolução VGA em 30 fps.
- Agora vamos ao dia a dia com o aparelho. Afinal, depois de lindo, versátil e cheio de funções será que presta como smartphone?

- No primeiro dia eu zerei a bateria em menos de 24 horas. Lógico, empolgação em utilizar tudo do aparelho de uma vez. Coloquei pra carregar e umas 2 horas depois estava pronto pra brincar de novo.
- Segundo dia mesma coisa. Tive de levar o carregador para o trabalho. Toda folga eu fuçava alguma coisa nele.
- Terceiro dia eu maneirei. Aí ele durou até quinto dia. E assim tem sido. Não estou mexendo muito nas funcionalidades extras dele, mas com o Nokia Sinc ele fez o que meu Windows Mobile sempre fez.
- Me mantenho organizado (há um erro no sistema ou configuração que me adiantaram em 3 horas cada compromisso no Outlook.

- Ainda não encontrei um case bacana. Talvez nunca encontre. Mas o aparelho é simplesmente excelente. Agora até escuto rádio no carro. Ah... já ia esquecendo.
- Quando eu comprei meu Qtek A9100 (ainda não o aposentei, sim. Estou com os 2) no carro eu tinha uma saída P2 (pra quem não sabe, olhe para o plug do fone de ouvido. é ele) que eu ligava o Qtek com um adaptador. Agora nem do adaptador eu preciso mais. Sem contar que o som vai mesmo para os autofalantes e a pessoa me escuta perfeitamente pelo microfone do celular.
- Caramba! Que celular legal. Tem cumprido com louvor a difícil tarefa de me manter longe do Windows Mobile.


É isto aí pessoal. Fiz este review bem simples. Podemos entrar em detalhes técnicos depois... como por exemplo o que fazer com o suporte a wifi ou mesmo bluetooth (que eu esqueci de mencionar). Deixa um comentário ou me escreva. Terei prazer em responder.

Grande abraço.

30 abril 2009

E então, o evento que durou um segundo...

... mudou tudo para sempre.
Hoje não vou me preocupar com formatações ou erros. Vou apenas debruçar as palavras que me vêem à consciência.
É uma história complexa e paradoxa. Imaginem o seguinte contexto: Um amigo comete um erro por um único segundo. Este erro muda seu destino.
Já tentei escrever a história aqui na íntegra, mas é impossível ter espaço e tempo suficiente para contextualizar por completo a quem interessar possa.

Mas sou grato a Deus pelos meus sentidos extras. Para felicidade de alguns e infelicidade de muitos, tenho o poder de conhecer o comportamento humano a fundo. A ponto de saber que algo me foi contado por completo ou que aquela ou esta pessoa e
possui alguma perturbação de comportamento. Porém, desconheço por completo a intenção das pessoas. Certa vez eu li que as pessoas sempre estão fazendo o que acham estar certo, então tomo por verdade que indiferente da real intenção das pessoas elas sempre estão tentando fazer o que é certo.

Acontece que às vezes me surpreendo com a sucessão de fatos e onde estes vão dar. Há algum tempo, tento ver o todo de meus amigos. De alguns eu consigo por intuição e outros se mostram (e como eu posso farejar a mentira saberia) por completo.
Um amigo veio confessar-me que cometeu um erro. Então, a teoria do CAOS se formou inesperadamente à minha frente. Ele acabara de salvar minha vida sem se dar conta disto.
Puxa vida. Como que um simples "não né" pode mudar por completo o futuro de alguém. Ele ter dito "não né" à outra pessoa, esta pessoa tomou atitudes que envolveram outras, estas outras me envolveram e eu tomei conhecimento do todo! Agora, depois de todo o assunto esclarecido o "não né" de meu amigo salvou meu futuro. O "não né" era a peça faltante do meu quebra cabeças!
Agora, com o quebra cabeças montado, pude enxergar todo o cenário, todo o contexto e conhecer o outro lado das outras pessoas. Confesso que me foi uma grande decepção, porque no geral, quando penso algo ruim sobre alguém torço para estar errado.
Mas, pelo menos conheci a verdade! Não acreditei em algo que só existia na minha cabeça. Acreditei em algo que estava acontecendo e comprovei mais uma vez que meus instintos não falham jamais. Logo, se eu pensar algo de alguém... é quase certo de que seja verdade.
Que bom! Me livrei de uma!!! Como este blog faz o papel da minha terapeuta, posso contar assim. É algo íntimo e pessoal. Mas o evento que durou um segundo mudou tudo para sempre!

13 fevereiro 2009

Sobre as coisas que sinto


Sexta-feira 13, 19:00.
Não é a voz do Brasil que soa a meus ouvidos, mas é sobre as coisas que sinto.
Há momentos que vivo bem, me deleito com pequenas vitórias do dia a dia.
Às vezes as pessoas nos fazem de idiotas. E às vezes nos fazemos de idiotas para que as pessoas achem que nos fizeram de idiotas.
E este é um sentimento que carrego todo final do dia. Sinto-me um idiota. Idiota por deixar as pessoas me tratarem como tal, idiota por ser tão liberal, idiota por não dizer nada sobre as coisas que sinto.
Hoje uma pessoa que conheço viajou para praia. Ela não é idiota. Enquanto eu estou aqui, trabalhando e cuidando do futuro.
Sabe quando você escuta aquela coisa que as pessoas fazem parecer o mais normal do mundo? Pois é. Aí, você faz aquela "cara de paisagem" dizendo: Nossa!!! Que legal! É isto mesmo.
Sem entrar em maiores detalhes, ocorreu fato parecido comigo esta semana. E o povo insiste em me achar de idiota. E eu, continuo deixando que achem que este sou eu.
Já no trabalho não me acham assim. Ou se acham ou não sei. Sei que já são 19:30 e em um andar inteiro, só eu estou eu a habitá-lo. Vou aguardando o processamento das coisas, afim de encontrar algum erro não previsto com uma solução simples não prevista.
Aqui, embora só, não sinto medo dos fantasmas que me rodeiam. No trabalho eles não me alcançam. Houve uma época em que eu apostava nas pessoas. Esta época não voltará. Aprendi que se tivesse apostado dinheiro, estaria na sarjeta. E sou um homem de pouca confiança disponível. Não confio mais em ninguém. Às vezes também não confio em mim.
Destas apostas, fiz uma última há pouco tempo. Perdi novamente. O mesmo comportamento que já antes. As pessoas tem o péssimo hábito de correr ao mais tangível na menor possibilidade de sofrimento. Só que desta vez tinham prometido que não o fariam.
Lembro-me de uma passagem em que Deus tirou de um homem tudo o que ele tinha apenas para provar ao demônio que aquele homem era fiel a ele. Tenho absoluta convicção que em tempos atuais Deus não faria uma loucura destas.
E por indução matemática, se os homens não são mais fiéis nem mesmo ao criador, quem dirá a outros homens. Que Deus nos ajude.
Já chega de viver este carma pleonista (acabei de inventar) e preparar o que falta para amanhã. Até breve.

19 janeiro 2009

Pagando a dívida.

Por fim estou aqui após alguns dias de compromissos, correria, agenda lotada e muito, mas muito bla bla blá. Estou pagando uma dívida. Enquanto os olhos se desincham para poder ler meu post vou escrevendo.
Ontem, acordei por volta das 10:00, tomei banho e saí em seguida. Minha irmã (que se hospedou em minha casa desde a última terça) precisou ir à uma clínica e fui levá-la. Como de praxe, no domingo levo todo mundo pra onde quer que eu for. Depois, fomos almoçar e voltei para casa às 16:40. Deitei e dormi novamente. E viva o ócio dominical. É o único dia de descanso. Tento realmente fazer o que Deus mandou: Descansem no sétimo dia (embora o sétimo seja o sábado e todo mundo pensa que é o domingo). Fui perguntado algumas vezes se iria levantar da cama. Sempre respondia que hoje (segunda) pela manhã iria me levantar para ir trabalhar. Dito e feito. Fiquei lá feito um rei deitado até hoje pela manhã.
Embora minha coluna tenha adquirido um desejo imenso de vingança por eu tê-la maltratado tanto ontem, o resto do corpo está agradecido. A mente também.
Mas não é disso que gostaria de escrever hoje. A dívida eu já paguei, logo posso escrever sobre as coisas da vida.
Você já se sentiu em dívida com alguém? Digo dívida não de troca de favores ou de dinheiro. Uma sensação de que você deverá proporcionar à alguém alguma coisa em troca do que esta pessoa passou por sua causa?
Este sentimento de dívida pode mudar o curso de uma vida. Ando pensando muito nisto. O quanto pode mudar? Absolutamente tudo: Desde o corte de seu cabelo até mesmo o seu estilo de vida. Digo isto por experiencia própria. Não é fácil pagar uma dívida que não pode ser quantificada. Mas acho que esta já estou pagando. Faltam alguns anos ainda para eu concluir meu pagamento, mas vou parcelado ou não pagando como posso.
Este sentimento de obrigação pode ser massante. Mas se existe algo bom nisto tudo é a liberdade que se ganha. É como uma extremunção do padre no final de sua vida. Um alívio. Tudo o que você poderia fazer foi feito. Imagino que alguém também tenha este mesmo sentimento. E o pior! Existem pessoas que "devem" para aqueles que não mais andarão entre nós em um curto período de tempo! Como pagar? Não sei. Espero que a liberdade destes venha no dia que Deus quiser.
Hoje este post teve carater exclusivo e acredito que apenas um (ou uma) possa ver sentido nele.

07 janeiro 2009

Enquanto não houver sol

Hoje e nos últimos quase trinta dias (ou mais) tem chovido canivetes na capital mineira. A propósito, prefiro os dias nublados àos de sol intenso, onde o calor não nos permite sequer um refresco no trabalho.
Agora me toquei de que sempre escuto uma música das antigas (década de 90 talvez) de uma banda que nem sei se existe mais A-ha. Para muitos, considerada uma das primeiras bandas EMO do mundo. Com todo o respeito aos EMOS, GAYS ou simpatizantes da cultura do "frescurismo", também acho que a banda pode até ser do estilo, mas a música é linda.
Crying in the rain ou para os menos afortunados na língua inglesa, "Chorando na Chuva". Conta a história de um homem que torce para que a chuva caia para que em fim, guardando seu orgulho ele possa chorar passando desapercebido.
Ainda há um trecho que diz: Since we are not together, I pray for storm weather to hide this tears I hope you never see ou "desde que não estamos juntos, eu rezo por uma tempestade para esconder as lágrimas que eu espero que nunca veja". É no mínimo melancólico e dá vontade de pegar o autor no colo e dizer: "Não chore".
Bem, esta música é uma das que eu mais gosto. Porque na realidade, acabamos por fazer isto em várias áreas de nossas vidas: Nos escondemos. Eu pelo menos posso dizer que sou capaz de sorrir para a pessoa que mais odeio e ainda conversar com ela sem que nada perceba. Acho que isto é falsidade. Então eu sou falso. Mas para convencionarmos o verdadeiro, teríamos de ter nesta terra alguém mais puro que Jesus Cristo ou Buda ou qualquer outro "messias" que acredite.
À julgar pelos últimos tempos, deveria eu ser o autor da música... Mas se eu fosse, com o relacionamento íntimo que tenho com o tal do "São Pedro", nossa capital seria outra Santa Catarina. E olha que tem é chovido viu.
Houve uma época (não me chamem de louco) que eu poderia prever ou mesmo provocar chuvas esparsas (e eu já ia escrevendo isto com "ç") nos locais os quais eu desejasse.
Não! Não fazia nenhum ritual da chuva, dancinha ou qualquer coisa do gênero. Apenas deseja que a chuva viesse. E atualmente não sei se a desejo mais ou se gostaria que uns dias de sol aparecessem.
Na minha vida, embora os dias tenham sido bem nublados sem graça e com bastante água, sempre há uma luz que emana de lugar algum em direção à nenhum lugar.
Sinto-me só no meio desta maré com cheiro de grama molhada e pistas destruídas. Parece que ninguém pode me entender e que tudo o que eu falo é um idioma misturado com o das máquinas da Matrix e Japonês.
Se alguém, neste momento pudesse entender o que sinto, gostaria que dissesse. Pois nem mesmo eu sinto que sinto algo. Vazio... um vazio budista. Como se de repente eu pudesse ver por entre as coisas, pessoas e ser apenas um espectador da minha própria vida. E o incrível é que eu sei o que está escrito no "script da vida" e tenho me visto representando bem o papel. Até quando eu não sei.

Pra fechar: "E depois daquele dia, os céus choraram a ruptura do sentimento que agora jaz enterrado durante dias ininterruptos até que toda a planicie se transformasse em um grande lago de lágrimas divinas onde nenhuma vida poderia provir".

30 dezembro 2008

Ano que vem eu vou fazer...

Sempre nos vimos nesta época do ano prometendo uma monte de coisas que em geral não iremos cumprir.
Ainda há tempo de sorrir este ano. 2009 eu não sei. O negócio é sorrir sempre. Este ano, só na segunda quinzena de dezembro passei por maus bocados, isto sem contar um ou dois meses anteriores: - Tinha comprado um FUSCA que deu problema da documentação e quase tive o carro preso. O Bumblebee deu problemas de audio até hoje insolucionáveis, arrombaram a minha casa no meio da tarde durante a semana e por um cabelímetro não passei o natal assentado no chão e por fim mas não menos importante as chuvas acabaram por condenar um barranco nos fundos da casa da minha sogra no interior e até o presente momento não tive sequer uma noite de sono tranquila. O incrível é que mesmo assim não perdi minha paz.
Acho que Deus sussurrou ao meu ouvido este final de ano. Ele me pediu para deixar esta vida ligada à dinheiro, bens e etc. Para continuar sendo feliz mesmo que tudo lhe mostre o contrário. E acho que é esta a mensagem que eu deixo a quem interessado estiver em ler este blog.
Entretando, mesmo com algumas tragédias, meu saldo final de 2008 é: Sobrevivi. E ainda sorrio. Não importou o que aconteceu. Minha paz foi mais importante. O homem deve viver em paz consigo mesmo. Pois o motivo da guerra como diria Sun Tzu é a PAZ. E este ano briguei bastante, chorei muito e no final, sorri, sorri e sorri.
Esperança e renovação. É tudo o que eu posso desejar em 2009. O ser humano troca todas suas células à cada 2 anos. Bem, como sou nascido em ano par, 2009 será o ano do resto. Ano de recolher o que sobrou da guerra (celular) rsrsrs.
Bem, depois de diversas interrupções do telefone concluo: Que venha 2009!!!

Two Lifes

Sometimes I think (only sometimes) the people read my posts begin to believe that I have two lifes. And this is true. I use to had two lifes. But trust me... One real and another imaginary life. To understand it just read my posts in english! This is my second imaginary life. Nothing posted there is real. It's a part of project from a book called "The Phoenix Secret". May be, and only may be I want to get a time (and money) to write it completly.

So is it?! Yes! My apologizes to who believe in my english histories.

27 novembro 2008

Testes do 3G em Belo Horizonte

Olá leitores(as),

Em fim, consegui fazer os testes dos modems 3G em Belo Horizonte. Coincidiu o momento em que todos nós trouxemos nossos respectivos brinquedinhos.

Para quem ainda não sabe :), os modems 3G são dispositivos que normalmente se conectam por portas USB do computador para realizar conexão de internet utilizando a rede de celulares, porém em alta velocidade.

As operadoras que testei foram: CLARO, VIVO, TIM. Em Belo Horizonte ainda existe a operadora OI, mas esta eu não consegui, pois ninguém aqui é tão corajoso.

Os testes foram feitos no mesmo site, mesmo computador e no mesmo local. Três vezes cada um. Estes foram os melhores resultados de cada um deles:




Na minha opinião, eu ficaria com o modem da VIVO. A taxa de upload é a menor, em contrapartida é a maior taxa de download.

18 novembro 2008

A distância do CRM e a triste realidade brasileira

Gostaria de relatar minha história com a Dell Computadores do Brasil:

- Sou consumidor da empresa de muitos anos, embora meu nome não apareça na nas notas fiscais ou mesmo nos registros. Sou consumidor porque aposto na marca e ao longo dos anos como a profissão exige, sempre optei por adquirir os equipamentos da marca quando consultado por meus clientes ou empregadores.

- Um destes meus clientes resolveu como forma de pagamento de um trabalho enviar-me um Dell Inspiron 1525 service tag HCZJ5H1 montado conforme minhas preferências.
- Aceitei a oferta e o referido equipamento depois de um determinado período foi-me entregue. Sou analista de sistemas, trabalho com produção de software e conteúdo multimídia e utilizo bastante os recursos de áudio dos equipamentos que possuo.
- Após realizar os ajustes no equipamento (instalação dos softwares) iniciei minha rotina de trabalho.
- Em poucos dias comecei a perceber uma pequena interferência no audio. Uma espécie de chiado em toda música ou efeito sonoro que incluía no material de meu trabalho. Depois de analisar, percebi que o problema não era o conteúdo das músicas e sim um problema no equipamento. Resolvi ouvir a produção em outro notebook (outra marca) e não tive o menor problema.
- Descobri então que havia realmente uma interferência dos dispositivos do notebook com a placa de som. Provavelmente por algum erro de projeto da engenharia que produz o equipamento, os contatos da placa de som deveriam estar sem a devida "blindagem".
- Entrei em contato com a Dell pelo atendimento ao consumidor e a empresa se prontificou a trocar a peça com defeito.
- Dias depois recebi um técnico credenciado pela Dell a realizar a substituição das peças. O rapaz trocou os auto-falantes e a placa de rede wireless o que obviamente não resolveu o problema pois o mesmo se encontrava na placa mãe.
- Liguei novamente na Dell, solicitaram a visita de um outro técnico. Este mesmo veio trazendo consigo uma placa mãe e um estagiário, que ao terminarem o serviço deixaram o computador com o mesmo problema.
- Mais uma investida e a Dell prontamente enviou-me um outro técnico e desta vez eu havia informado que este seria o último a abrir o equipamento. Ao abrí-lo, o técnico percebeu que as visitas anteriores de seus colegas não tinha sido bem sucedida. Ele informou-me na ocasião que algumas das peças que estavam no meu notebook poderiam apresentar defeitos futuros já que os seus colegas danificaram cabos e alguns circuitos.
- Liguei na Dell e fui atendido pelo Viniciu Avila, pessoa que se prontificou a iniciar o processo de troca do equipamento.
- Recebi há uns 9 dias o novo equipamento que ainda encontra-se com o mesmo problema. Ao falar no atendimento da Dell só me informam que o caso está em um tal nível 3 (que é o departamento que o Vinícius trabalha) e que o proprio irá entrar em contato comigo.
- Porém há mais de 60 dias e o meu problema não foi resolvido. Além do mais, a transportadora que veio buscar o equipamento antigo EXIGIU sob pena de não transportar, que o mesmo estivesse embalado em caixa de papelão com certas espeficações.
- Já não sei mais o que fazer. Meu trabalho neste período está perdendo a qualidade e ainda estou com capital preso em outro equipamento por não poder vendê-lo enquanto o caso não se desenrola na Dell. Precisaria da solução imediata do problema e acredito que a Dell empresa séria a qual acreditei durante tantos anos irá me compensar pelo infortúnio causado.

17 setembro 2008

Amigos desconhecidos

Sentado sobre a cadeira, fones plugados no Ipod, caneca com o primeiro gole de vinho e um maço de cigarros na mesa ao lado. Acabo de escrever um comentário num blog que aprecio há algum tempo.
A janela aberta por trás de mim insiste em soprar o vento frio da noite. Uma mistura dos restos da chuva de granizo da tarde e sombras de minh'alma.
Desde ontem algumas palavras não saem de minha mente. É como se fosse um eco da memória auditiva relutando para mostrar-me explicações de fatos que não tenho a menor vontade de entender. Tomo o primeiro gole do vinho gelado. Sinto o frio da noite sobre os ombros. Olho para os cigarros mas a vontade de escrever é maior.
Amigos desconhecidos. É isto o que temos na maior parte da vida. A moça mesmo, dona do blog o qual me referi instantes atrás pode ser um exemplo disto. Compartilhamos de mais ou menos as mesmas idéias, experiências e desejos. Vivemos em contextos, cidades e talvez até estados ou países diferentes. E de uma forma um pouco estranha, me sinto próximo. Outro pequeno gole para amaciar os pensamentos. Não sentirei os efeitos do álcool enquanto estiver ouvindo "Tonight I'm a rock and roll star" (acho que foi isto mesmo que eu ouvi).
Mas, (sempre tem o mas) hoje não penso diferente de ontem que também não me fez pensar diferente de antes de ontem. Aceito algumas perdas em troca de alguns benefícios. E acho que todo mundo acaba fazendo isto um dia. Então, hoje e ontem e também antes de ontem, continuo com alguns amigos desconhecidos. Tem um monte deles por aí: No trabalho, na minha rua, na academia, no curso de tiro, na faculdade, no ônibus, no elevador, no estacionamento.
Nos relacionamos diariamente com uma infinidade de pessoas e nunca saberemos o que elas tem na cabeça como sabíamos quando aquele amigo de infância lhe olhava com o rosto sujo de barro, chateado porque acabou de cair da bicicleta. Mas a vida é uma balança. Onde tudo tende ao equilíbrio. E este nada mais é do que um dos lados dos pesos. O outro é o fato de podermos passarmos ilesos por nosso dia sem sermos percebidos. E o melhor. Sem perceberem que estão sendo observados todo o tempo.
Estamos tão acostumados em não sermos notados, em não termos importância e um belo dia, um menor sinal de mudança do seu comportamento chega aquele sujeito que sempre fala bobagens na hora do café e lhe fala:
- Preferia o seu bem estar de ontem do que o hoje.
Então você se surpreende! Às vezes até pede desculpas ou mesmo tenta de maneira vã dizer que está tudo bem. Este sujeito é um amigo desconhecido. Não quer saber da sua ou da minha vida ruim, mas está lá para lhe ajudar. São raras as pessoas que possuem os amigos os quais podem ligar a qualquer hora do dia ou da noite e pedir ajuda sem muitas palavras porque estes são próximos.
Esta é a parte boa. A parte ruim é quando você acredita na boa fé de um amigo desconhecido. Imagine que seu amigo desconhecido (porque realmente no geral não sabemos nada um do outro) lhe aprontasse algo. Fizesse algo que mesmo por menor que seja seria importante que lhe contasse! E a parte pior de todas. Você sabe que ele fez, não questiona nada e espera que ele lhe fale algo que jamais ouvirá.
Porquê? Porque ora bolas. Ele é um desconhecido. Não é seu amigo próximo, está lá por mera causalidade e esperando o melhor momento para de uma maneira clássica lhe atirar por entre os olhos.
O mundo é tão volúvel ó Deus! Ah... é mesmo! Ele pode não acreditar em Deus.
Imagine-se jogando no time do adversário. Cuidado! Só os amigos próximos jogam no seu time. Mas, não se surprienda. Como disse, há uma balança. Para cada amigo distante filho da puta, você terá no mínimo uns quatro ou cinco que também concordarão com você.
Ontem, estava assistindo Matrix Reloaded (sei que é meio retrô, mas depois de assistir décimo terceiro andar...) e ouvi aquele cara metido à francês dizer: Tudo é obra de mera causalidade. Causa e efeito. E é assim desde o início dos tempos. O problema é identificar que causa levou ao efeito. Porque ó céus temos amigos distantes filhos da puta já que sempre demos o melhor de nós?! Simples! Não era o seu melhor. Não para você, mas pra ele.
Érica minha amiga desconhecida de blog. Não me referi em momento algum de forma negativa à você neste post. Você incrivelmente joga no meu time.
Alguns exemplos de amigos distantes filhos da puta:
Aquele que prega uma integridade sem tamanho para os outros e em um dado momento mostra seu desvio de caráter.
Aquele que você apresenta alguém e em pouco tempo, cria afinidade com a nova pessoa e trata de te afastar dela.
Existem vários outros. Mas não haveria espaço em bits no universo para descrevê-los.
Ainda há vinho no meu copo. O momento de fúria aos poucos vai dando lugar ao relaxamento. É a mente racional tomando conta de tudo novamente. Agora há brasa na ponta do cigarro. A fumaça leva embora o resto de sentimento ruim que há dentro do dono destas mãos que digitam coisas sem sentido.
Gastei energia suficiente para fazer o LHC parar e exatos 376 dias para provar à alguém que ela não pregava o que fazia. Corri riscos enormes, tive benefícios sem tamanho e sobrevivi para contar a história. Como prêmio de consolação, provei que o Deus olhou pra mim o tempo todo. Uma pena que por esta terra sobrem professores e faltam alunos.
Um bom momento à você.



02 setembro 2008

Qual computador comprar?

Algumas pessoas ultimamente têm me consultado à respeito sobre qual equipamento (computador) comprar para atender suas necessidades.
Enfim, resolvi fazer um post relâmpago para esclarecer ao leitor sobre alguns pontos chave à serem analisados na hora da compra:

  1. Necessidade - Sempre tenha em mente a necessidade de se comprar ou atualizar seu equipamento.
  2. Aplicação - De nada adianta comprar um Ferrari para andar na estrada de terra. Se um fusca te atende, compre um fusca.
  3. Durabilidade - Quanto tempo você pretende ficar com este equipamento?
  4. Mobilidade - Você vai utilizar este equipamento em vários lugares ou apenas em um?
  5. Custo - Você pode optar pelas marcas nacionais, equipamentos montados ou fabricantes mundialmente conhecidos: Verifique apenas o histórico do local da compra.
  6. Tempo de uso diário - De nada adianta comprar um equipamento rápido e eficaz se o conforto ao utilizá-lo não lhe agradar. Vá à loja, sente-se a frente do equipamento e brinque um pouco.
  7. Internet - Qual delas escolher? A resposta é: Depende. Há áreas que as telecom atendem bem, outras que as operadoras de TV são melhores e outras que só as telecom móveis conseguem chegar. Veja na sua região quais são os mais usados. Pergunte aos vizinhos, faça comparações de custo. No final, veja o serviço de conexão que mais lhe agrada.
  8. Tamanho da tela - Para notebooks, quanto maior a tela maior consumo de bateria. Em contrapartida, quanto menor, menor área útil. Neste caso, opte por telas de 15". É o caminho do meio. Nem grandes nem pequenas. Se o computador for desktop, veja o monitor que cabe no seu bolso.
  9. Design importa? - Se o seu caso necessitar de que o equipamento seja bem desenhado, opte pelas marcas internacionais, mas cuidado! Muitas delas não oferecem garantia em equipamentos importados no Brasil (é o caso da Sony). Logo, verifique se o fabricante possui fábrica no país ou oferece a garantia.
  10. Vendedores sempre superdimensionam as suas necessidades - Se você precisa de um computador para fazer planilhas, escrever textos ou emails e acessar a internet fatalmente o vendedor irá lhe oferecer uma configuração de servidor.
  11. Comprar computador é igual a comprar carro usado - Quando se compra um carro usado, sempre é importante levar consigo um consultor: aquele mecânico seu amigo de muito tempo. Assim é com a informática: Chame seu vizinho fera em informática, mande um comentário no meu blog mas nunca caia no papo do vendedor.

Este é o "post relâmpago". Grande abraço aos leitores e até mais.

Depois de um ano, um novo filho


Depois de 365 dias vivendo ao lado do meu Acer Aspire 5100 foi a hora de dizer adeus. Chegou há 15 dias o meu Dell Inspiron 1525. O aparelho já tem até nome: Bumblebee (em homenagem ao Camaro do Transformers) visto que a cor de ambos é a mesma.

Este equipamento veio equipado com:


  • Processador Intel Core 2 Duo 2 Ghz

  • Memória de 2GB

  • Disco rígido de 160GB

  • Tela de 15,4" WXGA

  • Bluetooth

  • Wifi

  • Gravador de DVD

  • SoundBlaster Audigy

  • Controle Remoto

  • Saída HDMI, S-VIDEO e DB9 (padrão)

  • Bateria de 9 células.

  • Windows Vista Home Premium.

Ações tomadas após a chegada:



  1. Desinstalar o Windows Vista e voltar para o Windows XP (desafio de drivers)

  2. Procurar todos os drivers do danado na internet

  3. Localizá-los facilmente no site da Dell

  4. Fazer downgrade do Bluetooth e instalar o driver

  5. Abrir mão do SoundBlaster Audigy.

Vantagens em ter um Dell:



  1. Design atual

  2. Cores vivas (o meu é amarelo)

  3. Qualidade do produto

  4. Suporte telefônico

  5. Nota Fiscal

  6. Garantia de peça (posso trocar tudo lá dentro que o computador não perde a garantia)

  7. Bateria em testes durou cerca de 5 horas com o brilho no mínimo.

Desvantagens em se ter um Dell Inspiron 1525:



  1. Preço da customização (o valor mudou de aproximadamente 1,7 mil para 3,1)

  2. Modelo doméstico (o design impressiona, mas ainda assim é um modelo doméstico)

  3. Aquecimento (mesmo funcionando na bateria, o computador aquece bem)

Saldo final:



  1. Um produto de excelente qualidade e custo/benefício

  2. Esteja preparado para ouvir do suporte: Infelizmente o equipamento não suporta Windows XP

  3. Disco de 160GB? Fantástico. Dá pra trabalhar e brincar durante muito tempo.

  4. Valeu a pena.

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Atenção: Quem estiver precisando de drivers, para a máquina e não conseguir achar no por aí entre em contato.



08 agosto 2008

Sobre segurança, criminalidade e mundo virtual v.2.0

   Quando criança, era louco para poder um dia sair de casa sozinho e ir à padaria mais próxima (três quarteirões).
   Um dia pedi à minha mãe que me deixasse ir comprar o pão. Ela, percebendo que eu queria ir só me encheu de recomendações do tipo: "Não converse com ninguém desconhecido, não aceite nada de ninguém. Mesmo se alguém lhe oferecer balas, chicletes ou qualquer outra coisa não aceite. Se alguém se aproximar demais de você ande mais rápido e se não resolver, corra pra casa" - dentre outras coisas.
   Nos dias atuais, as mães continuam a recomendar as mesmas coisas. Mas será que nós, pais não percebemos as mudanças destes valores? Hoje, não adianta avisar seu filho para não abrir o portão, porque o bandido entra pelo telefone, pelo computador, pelo celular. E o pior: Quase ninguém foi preparado para isto!
   Vejamos: Hoje dentro de casa, além das ferramentas de comunicação mais antigas (telefone e fax) temos os computadores com internet e junto deles uma pilha de programas e páginas que nos abrem janelas para o mundo.
Neste universo, existem pessoas boas e más (assim como no mundo real). As pessoas más, utilizam de uma técnica batizada por Kevin Mitnick (o hacker mais famoso do mundo) de engenharia social. Esta técnica consiste em iludir a vítima de que o atacante é uma pessoa confiável e realmente é quem diz ser. Naturalmente, existem várias outras técnicas de contra-engenharia. Porém, vou me ater a apenas dois métodos muito utilizados: coleta de dados do orkut e roubo de senhas no msn.
   1) Coleta de dados do Orkut: Muitos de nós fornecemos diariamente nos sites de relacionamento como o Orkut diversas informações pessoais. Quem é que nunca viu uma reunião entre colegas marcando hora e lugar dos envolvidos, ou mesmo scraps com números de telefone das pessoas. Estas são as informações diretas, existem ainda as indiretas: "Album de fotos das minhas férias na California", "Fotos da minha casa em Angra" e mais incontáveis outras que deixamos passar. Os atacantes coletam estas informações, traçam os perfis das vítimas e começam os ataques: Podem se passar por gerentes de bancos, corretor de seguros, vendedores de carros, colegas de faculdade ou escola, administrador de segurança da empresa e até por sequestradores. Então, vêm com uma conversa de que seu saldo está baixo, seu seguro venceu, que gostaria de marcar um encontro ou no pior caso, ligam para sua casa num horário que sabem que não estará lá e simulam que você foi sequestrado. Num próximo post irei dar algumas dicas de como evitar estas coisas.
   2) Roubo de senhas do MSN: O atacante obtem seu endereço do msn e o adiciona. Começa um diálogo qualquer e no meio da conversa salpica perguntas pessoais do tipo: "Qual o nome do seu cachorro?", "Como era mesmo o nome da sua professora de primário?", "Nossa, eu adoro lasanha e hamburger e você?", "Sabia que a cor azul é a minha predileta? E a sua?" - de posse destes dados, qualquer um e eu disse qualquer um poderá roubar sua senha do msn. Depois que seu msn for roubado o atacante irá se passar por você para realizar alguns dos ataques citados no Orkut. Se passando por você, ele poderá pedir a senha bancária da sua mãe, da sua irmã ou mesmo de seu marido/esposa. Poderá influenciar as pessoas a tomarem qualquer tipo de comportamento ou mesmo utilizar seu endereço para disseminar vírus e pornografias pela rede.
    Bem, este post está ficando um pouco grande e vou parar por aqui. Dúvidas, elogios e sugestões: Manifestem-se.
Ps: Estou com interesse em fundar uma comunidade de pais virtual para tratarmos de educação na internet. Se alguém se interessar, deixe um comentário (por favor, não deixem dados pessoais escritos. Apenas preencham onde estão para serem preenchidos.)


28 julho 2008

A verdade sobre a cena do crime e o criminoso

Existe um lenda que afirma: O criminoso sempre volta à cena do crime.
Porém, salvo quando o criminoso é um assassino, todo criminoso foge de suas vítimas assim como o diabo corre da cruz.
Vou dar uma dos meus mais diversos "exemplos":

Suponhamos que alguém anda lhe roubando algo.
Que seja seus amigo, irmão, sócio ou qualquer um.
No momento em que ele lhe o fez (ou nos próximos dias), tudo o que ele não quer é encontrar contigo.
Ganha um doce quem adivinhar o porque: Estará escrito na testa dele que é culpado.
Fugirá de todos os compromissos contigo, fingirá estar doente ou revoltado (adoro quando usam esta).

Exemplos à parte, veja como todo mundo fala do crime como uma coisa abominável e quando mais os "abominadores" falam do crime,
maior chance terá este indivíduo de cometê-lo novos exemplos:
Eu, este ser que vos escreve abomina qualquer tipo de crime e sempre digo: Se eu pegar uma "malaco" na rua roubando alguém eu o mato sem nenhum remorso.
(resumindo, cometeria um crime maior para que um menor deixe de acontecer) ou então,
Vocês já viram a esposa ou o marido infiéis dizendo quando ficam sabendo de algo
parecido: "É isto mesmo! Tem de trair mesmo!"

Normalmente, quando estamos de consciência limpa ou somos completamente destemidos (casos raros) temos a coragem de encarar as pessoas de frente, conviver com elas de verdade.

"Esta semana, aconteceu algo estranho por aqui. Um dos amigos que havia algum tempo reclamado da distância deixou exclusivamente hoje de encarar-me de frente.
O que obviamente me faz crer que algo me foi roubado."

Em geral não significa nada

Vez por outra vejo aí na internet ou mesmo em anuncios convencionais a seguinte sentença: "em geral".

Em geral, a sentença "em geral" significa: "Não sei direito o tipo de trabalho que faço"

Vejam alguns exemplos mal empregados:

Imagine você ligando para os lugares à seguir e perguntando:

"Fulano de Tal Transportes em Geral" - Vocês fazem transporte marítimo? Aéreo? Férreo?
"Agencia bla bla bla Costuras em Geral" - Meu paraquedas rasgou, tem como costurar? E a lona da carreta?
"Manutenção em Hardware em Geral" - Amigo, meu reator nuclear parou, vocês podem vir consertar?
"Mecânica em Geral" - Bem, estou aqui parado no aeroporto, dá pra mandar um mecânico consertar meu jato?
"Contabilidade em Geral" - Hi! I want to make a finance book! Can you do it to me?

23 junho 2008

Sobre segurança, criminalidade e mundo virtual v.1.0

Bem, estava eu ali tomando banho pensando no quanto pouco dura a bateria do meu notebook e cheguei a brilhante conclusão que não digitava uma linha aqui desde abril deste ano.
Então lá vou eu. Na realidade não pensava apenas no gasto de bateria e sim como ela acabava mais rápido quando eu usava o wireless e consequentemente comecei a pensar sobre a segurança da informação.
Algumas pessoas comercializam coisas na internet como se fossem as mais comuns no mundo normal. Já vi dentista vendendo um tal de chip "pula pula". Para quem não sabe, o chip "pula pula" é um cartão SIM de celular que possui créditos ilimitados.
ATENÇÃO: É crime utilizar um chip destes no celular.
Feita a observação, vou tentar explicar como é que funciona a venda dos chips pula pula.

* O criminoso espalha um vírus pela rede com uma mensagem bem bacana atraindo os usuários à clicarem no link para instalá-lo. Obviamente a maioria nem sabe que está clicando em um vírus.
* O usuário infectado começa a mandar informações de seu computador para um email falto que o criminoso criou.
* O criminoso utliza destas informações para planejar um ataque ao banco no qual o usuário é correntista.
* Como todo crime evolui, como o bandido não pode fazer créditos em contas de terceiros, faz então créditos de minutos pelas operadoras. Assim, um número de telefone começa a ter milhares de reais em créditos.
* Com o número carregado, o criminoso anuncia na internet e um monte de gente atraído pelo preço compra.
* Fecha-se então o ciclo do crime virtual.
Este é apenas um dos exemplos que pretendo citar aqui. Talvez este blog vire referência antes de efetuarmos compras de coisas esquisitas pela NET. Mas isto ainda é apenas pretenção. Um forte abraço e comentem se assim desejarem. Aguardo sugestões e dúvidas de todos que aqui entrarem.

04 junho 2008

24 horas é tempo suficiente

Tenho passado os últimos dias como um homem só no fundo de um bar, tomando o último gole de seu uísque na esperança que aquela quantidade de alcóol lhe forneça energia suficiente para continuar adiante.
Em casa, tudo corre bem, no trabalho também. Mas existe algo que sempre me incomoda... Como um rádio sem antena, não estou percebendo sinal algum, só a estática em uma tentativa inútil de captar algo que não virá.
Houveram muitas mudanças de ambiente nos últimos 2 ou 3 meses. Coisas que me fizeram ir de amor ao ódio e do ódio ao amor. Tenho feito uma auto-avaliação sobre o tipo de vida que tenho levado e o que eu desejo para o meu futuro.
Senti-me triste hoje em ter de falar coisas que não gostaria de dizer apenas para que eu voltasse a ter estática no meu rádio. Mas afinal, porquê eu disse aquelas coisas?
Fico buscando na linha da memória todos os fatos destes últimos tempos e não consigo encontrar um momento sequer que o ambiente estava igual ao de outrora.
Gostaria até de falar muito mais em detalhes sobre o que tenho vivido, mas nem mesmo uma autobiografia expressaria o que tenho vivido nos últimos 9 meses.
Hoje, me dei conta de que realmente minha memória é de elefante. Não deixo passar nada despercebido. Me perguntaram hoje o seguinte: "Um magricela hipoglicêmico está falando de coca-cola e um menino pequenino enrolado em um cobertor, o que você me diz" - Em seguida, respondi: Natal de 1999. 04:30 da manhã, Serra do Seara.
Percebi que isto tem quase nove anos. Lembro-me ainda de coisas que me foram ditas, palavra por palavra quando eu era 10, 15 anos mais novo.
A memória é um ótimo instrumento para o rancor. Com ela, posso viver os bons momentos de minha vida e me precaver de não conversar com esta ou aquela pessoa em virtude do que ocorreu no passado.
Nesta vida, já passei por um tudo... Amor, Frio, Ódio, Fome, Sede, Aperto, Alegria, Tristeza e por mim muitas pessoas passaram. E guardo o que de bom (ou nem tanto) cada uma destas pessoas me deixou. Obviamente, não sou um diário ambulante, com memória tão explêndida assim (por favor, não queiram fazer testes em mim LOL).
Mas, estes últimos nove meses foram diferentes de todas as experiências que já vivi no passado. Me vi amar, odiar, rir, chorar, ganhar, perder, errar e acertar como nunca antes. Fui capaz de aprender um monte de coisas, de conhecer as pessoas apenas pelo convívio, a me expressar melhor, a ser mais amigo, a ser mais irritado e mais calmo.
Só algo não tem mudado: O tempo. Todos os dias tenho 24 horas e tento aproveitá-lo da melhor maneira possível. Hoje eu escrevi uma frase para um amigo... Para quem sabe aproveitar o tempo, 24 horas por dia é tempo de sobra.
E mais ou menos assim tenho vivido. Coloquei meu sono em dia, minha cabeça (nem tanto, mas estou a caminho), meus sentimentos e retomei a direção de minha vida.
Vejo-me obviamente um homem só no fundo de um bar tomando seu último gole de uisque na esperança que este seja o combustível capaz de fazê-lo caminhar novamente.
Não é que estou literalmente bebendo no fundo de um bar (até porque eu não curto muito beber), mas é que este tempo me passou como uma embriaguez. Me senti capaz de tudo e depois capaz de nada e depois capaz de tudo de novo. Sinto que dentro dos próximos dias o efeito deste alcóol irá passar e quando eu voltar a ficar sóbrio novamente, serei aquela mesma pessoa que se assentou no bar antes do primeiro copo.